“Fita verde mais se assustou, como se fosse ter juízo pela primeira vez. Gritou: — Vovozinha, eu tenho medo do Lobo!... Mas a avó não estava mais lá, sendo que demasiado ausente, a não ser pelo frio, triste e tão repentino corpo.”

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Desejo

Estava tudo muito parado por aqui, resolvi escrever meus desejos para 2011, espero que não seja tedioso como parece.

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Que 2011 seja cheio de incertezas, envolto de dúvidas, repleto de desconhecido e emoções.

Que ao menos uma vez por dia eu sinta a mais frustrante impotência, o peso da vida e a força do mundo que não se deixa dobrar ou reduzir à nossa debilitada percepção.

Que as dificuldades sejam as intensas e gigantes. Que eu caia muitas vezes, pois é caindo que percebemos que estávamos de pé. Pois é quando achamos que não vamos agüentar que percebemos o quanto somos fortes.

Que eu nunca confunda a explicação com o objeto explicado.

Que eu saiba que a negação não passa de um artifício da língua; o ser humano é afirmativo. Não há portas fechadas ou abertas, há luz e o que ela nos possibilita ver.

Que eu não me coloque em nenhum outro lugar que não o meu:

Um ser frágil, medroso, perplexo e contente.

Quando a vida solicitar, que eu possa mostrar a ela que a fragilidade não é inimiga da grandeza; que é o medo que nos faz corajosos; que a indecisão é o vislumbre de muitas possibilidades atrativas; e que a alegria é uma postura, não uma resposta.

E que de vez em quando, com toda sinceridade eu possa dizer:

Puta que o pariu, como é foda ser gente! É isso que eu quero: viver.

2 comentários:

Fique à vontade (e pontue, por favor).